Afinal, ao final...  escrito em sábado 28 fevereiro 2009 03:16

Blog de anneoliveira :QUESTIONAR O QUE É FATO..., Afinal, ao final...

Afinal, o que sois?
Pedras perdidas no meio do caminho
Sonhos caídos sem rumo e sem destino

Afinal, o que pareces?
Evoluções instigantes
Pequenos insignificantes enfeites de estante

Afinal, o que conseguistes?
Revelar o óbvio sem importância
Colocar cada vez mais entre nós enorme distância

Afinal, o que queres?
Sempre o mesmo fracasso aceito
Sempre atirar dilacerando assim um peito

Ao final, o que sou?
Tornaram-me errante
Fizeram-me odiar os enfeites da estante

No final, o que conseguirei?
Arrancar o que bate dentro sem pudor
Descobrir que a vida foi traduzida em dor

Afinal, o que fizestes?
Do que fiz não posso saber
Nunca conquistastes dignidade pra fazer acontecer

No final, o que vos resta?
Mendigar uma falsa verdade
Perecer com aceitação dessa realidade

Afinal, o que me satisfaz?
Sinceramente não conheci homem que criasse
Por tanto conformar deixei que meus planos rasgasse

Ao final, que mesa foi virada?
Por toda vida conheci uma mudança apenas
Mas amanhã retornam as angústias sempre tão plenas

Tão normal, que ninguém percebeu nada
Que estou sendo quem não queria, sem estrada
Que estou desaparecendo no meio desta calçada

Tão banal, que sequer me importei
Agora que a pele já não me podem tocar
Luzes de toda a cidade cercam pra que não venha revelar

No final, nasceram outros nomes do início
E voltamos ao precipício
Desde quando existir já era algo difícil

No final, o que pareces?
Decadentes se perdendo pelo próprio atraso
O rio que antes tão cheio agora anda raso

Do final, o que esperastes?
Que nada vos alcançasse
Que o vai-e-vem de vidas nunca cessasse

Nada mal, o que consegui?
Descer da torre de forma inesperada
Querendo voltar a ter cor na fria madrugada

E no final, o que de vós ficou?
O pobre entendimento de vossa potencialidade
Simplesmente a má interpretação de tanta capacidade

Anne Oliveira


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Seguro  escrito em segunda 22 dezembro 2008 22:38

Blog de anneoliveira :QUESTIONAR O QUE É FATO..., Seguro

"E eu asseguro,
Não perderei mais tempo nem na chegada
tampouco na partida
Asseguro também que não permitirei que gastem meu tempo com nenhuma mentira
Quando o que realmente importa
é que a verdade seja sempre partida!
Ao meio, partida ao meio voa liberdade
Liberdade minha que por ser interrompida afogou a criatividade!
Verdade, todo canto tem seu rumo
Tem destino a chegar!
Eu sim prometo que cantarei
até o último canto alcançar!
Lhes asseguro que renovarei o seguro
do meu próprio coração
Asseguro que segurarei o cansaço
Até o próximo verão...
Me asseguro de que seguramente
mesmo tudo tão apressado
nada foi em vão!
Assegurando certezas de coisas tão incertas
Cheguei ao ponto de jurar que você
me ajudaria a aguentar o peso da contradição sempre discreta!
Vos asseguro que não condenarei nenhum erro meu sequer...
Perdoarei o passado aceitando o presente este que você quer...
Prometendo, jurando, e até mesmo jogando com tanta lembrança
Segurando dentro de si
uma inquieta criança...
Criança esta que prendes dentro de ti
Para não libertar o que há aí...
Dentro, dentro salta o vento
Proibindo-te de voar...
E eu asseguro
Que rouquidão alguma
Que sequer a escuridão profunda
Que mesmo que escondam minha lua
Fechem minha rua
Abalem toda e qualquer estrutura
Afoguem minha doçura
Priorizem a fortuna
Desgastem a verdadeira essência
Se perdendo em ciência...

Seguro meu, lhes asseguro que envelheceu...
Seguro seu, me asseguras que perdeu em um breu...
Seguro nosso, que asseguramos ainda brilhar,
Quando sabemos que deixamos se perder na insegurança do medo de tentar..."

Por: Anne Oliveira

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